Sida: Madeira nega interrupção de fornecimento de medicamentos a doentes


O presidente do Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM) garantiu esta quinta-feira estar assegurada a atribuição de medicamentos aos doentes com VIH/Sida, negando haver registo da sua interrupção aos pacientes em tratamento no arquipélago, avança a agência Lusa.
“Não houve, nem há, por banda dos doentes em tratamento ao VIH/Sida no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, quer em internamento, quer em ambulatório, qualquer interrupção de medicação e estão assegurados os ‘stocks’ de medicamentos para fazer face a continuação dos respectivos tratamentos”, garante o presidente do SESARAM, em comunicado esta quinta-feira distribuído no Funchal.
Almada Cardoso reagiu assim a notícias que reproduziam uma denúncia feita pelo presidente do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida (GAT), Luís Mendão, de se estarem a verificar, na Madeira e no Continente, “eventuais interrupções de tratamento do VIH/SIDA, por falta de financiamento”.
No texto considera que estas notícias “pretendem, por razões não assumidas, sustentar estratégias de maledicência da Região e do serviço de Saúde com propagação ao espaço nacional” e adianta que estas notícias acabam por provocar, “levianamente, alarme na população e temor nos doentes”.
O responsável do SESARAM realça “estranhar que entidades públicas nacionais, em lugar de procurarem confirmar as noticias infundadas vindas a lume, com as entidades competentes, prefiram cavalgá-las sem interrogação, desconhecendo-se com que objectivos”.
Refere ainda, na mesma nota, que “pelos vistos, a Região continua a ser o tema, com que alguns pretendem ganhar dividendos, procurando com isso escamotear problemáticas próprias”.
O presidente do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida (GAT) alertou esta quinta-feira que existem doentes com VIH em tratamento na Madeira que tiveram de interromper a medicação devido a problemas de financiamento na região autónoma.
A denúncia de Luís Mendão foi feita esta quinta-feira durante a apresentação do “Movimento É Melhor Saber”, uma plataforma que reúne várias organizações que intervêm no terreno na luta contra a Sida e que têm como objectivo levar a que as pessoas façam o teste do VIH.
“Neste momento, todos os medicamentos ou a esmagadora maioria dos medicamentos de uso exclusivo hospitalar estão em risco de não haver para distribuição”, disse Luís Mendão à Agência Lusa, considerando “uma situação dramática e inaceitável”, que se deve aos problemas de financiamento do sistema autónomo da Madeira.

LUSA – 16.12.2011

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