EUA: Estudo mostra bons resultados no tratamento da hepatite C em portadores de HIV


Resultados preliminares de um estudo de fase 2b com pacientes adultos portadores do VIH e do genótipo 1 do vírus HVC (causador da hepatite C) revelaram que na 24ª semana de tratamento com terapia tripla com o antiviral boceprevir (comercializado pela MSD como Victrelis®), 70,5% dos pacientes apresentavam níveis indetectáveis do HCV, avança a Agência de Notícias da Aids.

 

Os resultados foram divulgados no mês passado pelo laboratório MSD – fabricante do boceprevir – durante a reunião anual da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas, realizada em Boston, e trouxeram boas expectativas aos portadores de VIH co-infectados com hepatite C.

 

Além do boceprevir, o telaprevir – desenvolvido pela Vertex Pharmaceuticals e Johnson & Johnson – foi lançado este ano também como possibilidade de cura da hepatite C.

 

Conhecidos por DAAs – sigla em inglês para Directly Acting Antiviral, estes medicamentos representam o que existe de mais novo e potente no tratamento da hepatite C. No entanto, para este tipo de tratamento de inflamação no fígado, devem ser acrescentados ainda os fármacos interferon e ribavirana, o que pode chegar a quase 20 comprimidos diários, aumentando ainda mais os efeitos adversos do tratamento.

 

“Tratar a hepatite C não é fácil. Os DAAs talvez, por enquanto, sejam mais indicados para aqueles pacientes difíceis de curar da doença, como os portadores do VIH e doentes recidivantes”, explica o hepatologista e pesquisador Mário Guimarães Pessoa.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a principal diferença entre o boceprevir e o telaprovir é que o primeiro tem como foco os doentes nunca antes tratados, e é utilizado nas primeiras 12 semanas do tratamento contra a hepatite C; já o segundo é mais indicado para retratar aqueles pacientes que não responderam ao interferon e a ribavirina apenas, e deve ser administrado a partir da 4ª semana e até o final do tratamento.

 

Estima-se que no Brasil de 30% a 40% dos portadores de VIH estejam co-infectados com o vírus da hepatite C, que é seis vezes mais contagioso que o VIH e mata quatro vezes mais do que a sida.

Agência Aids – 12.12.2011

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