VIH/Sida: Beja regista uma diminuição de novos casos


Beja regista uma diminuição de novos casos de VIH/Sida e na consulta de imunodeficiência da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) são acompanhados 190 doentes.

“Em Beja, tal como no resto do País, regista-se uma diminuição na incidência de novos casos de VIH/Sida”, de acordo com o médico Telo Faria, responsável pela consulta de imunodeficiência da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), onde são acompanhados 190 pacientes. Disse também que “80 por cento dos doentes são do distrito e 20 por cento de fora, por questões relacionadas o estigma social que ainda existe”. Prosseguiu referindo que está em crer que “40 por cento são do concelho de Beja” e que “os outros dividem-se pelos restantes concelhos”.

Telo Faria fez para a Voz da Planície a caracterização dos 190 doentes que frequentam a consulta de imunodeficiência da ULSBA, por faixas etárias, frisando que “o grande grupo situa-se entre os 30 e os 40 anos”, que “o paciente mais jovem tem 18 anos e o mais velho 71 anos, mas já tivemos um com 80”. Revelou também que “as infecções por VIH/Sida têm vindo a aumentar, nos últimos anos, em indivíduos com mais de 50 anos, porque os diagnósticos no nosso País ainda são tardios e porque muitos homens retomam a sua actividade sexual naquela idade, usando fármacos e trabalhadoras do sexo, em contexto de comportamento de risco, ou seja, sem utilizarem protecção”.

“Dos 190 doentes que são acompanhados na ULSBA, praticamente 70 por cento são homens e a maior parte contraiu o vírus por transmissão sexual”, revelou também. Telo Faria acrescentou contudo, que em 2000, o número de casos infectados por via endovenosa era superior, agora são mais os casos daqueles que contraem a doença, por práticas sexuais desprotegidas”.

Referiu ainda, que “apesar do VIH/Sida ser hoje, uma doença crónica, em que é utilizada medicação potente, eficaz e com poucos efeitos secundários, é preciso continuar a ter cuidados relacionados com a prevenção, porque fica mais caro tratar um infectado para o resto da sua vida, do que adquirir um preservativo”.

Para o médico Telo Faria, “a questão do VIH/Sida deve ser encarada com muita seriedade e deve-se apostar sobretudo na prevenção primária, onde ainda existe muito trabalho para fazer”. Terminou referindo que “prevenir é fundamental” e que “as campanhas de sensibilização devem ser orientadas para os grupos etários e sociais a que se destinam, porque sabemos que a mesma mensagem não chega de igual forma a todos”.

Ana Elias de Freitas/Rádio Voz da Planície – 07.12.2011

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