Infecção VIH/sida com novas metas


Programa nacional de prevenção e controlo do VIH prevê redução em 50% de novos casos até 2015.

O Ministério da Saúde quer reduzir em 25% o número de infecções por VIH até ao final de 2015 e ao mesmo tempo diminuir em 50% o número de novos casos e mortes por sida e eliminar a transmissão da infecção de mãe para filho. Estas são algumas das metas que constam do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção VIH/Sida -2011-2015 (PNPCI), disponível no portal da Saúde.

Os outros objectivos são aumentar para 95% a proporção dos indivíduos que dizem usar preservativos em relações sexuais ocasionais e elevar para 50% o número de utilizadores de drogas que realizam anualmente o teste para a infecção VIH. Já em termos de diagnósticos tardios de infecção pelo VIH, o programa aponta uma diminuição de 60% para 20%.

O documento refere ainda a “a necessidade de promover a integração dos diversos elementos no sistema de vigilância que garanta a produção continuada e coerente de indicadores epidemiológicos válidos, de primeira e segunda geração, capazes de, finalmente, autorizarem comparações adequadas e uma base sólida para decidir”. E propõe a criação de um grupo nacional de vigilância epidemiológica da infecção VIH. O alargamento a todas as unidades hospitalares do sistema de informação SI.VIDA é também defendido no texto.

Ao nível da prevenção, o PNPCI preconiza acompanhar a aplicação do programa de educação sexual nas escolas e privilegiar a Plataforma Laboral contra a Sida como instrumento de definição e desenvolvimento de uma política de prevenção em meio laboral. Diz o documento que o investimento em medidas de prevenção para as pessoas que usam drogas injectáveis continua a ser uma prioridade. O objectivo é claro: diminuir o número de novas infecções e reduzir outras causas de morbilidade associadas. E, embora “ao longo dos últimos cinco anos a prevalência da infecção VIH entre os reclusos tenha diminuído em cerca de 50%, a infecção permanece como um problema premente de saúde e a natureza do espaço prisional faz com que haja um elevado potencial de risco para a sua emergência”. Daí que a intervenção em meio prisional se assuma como prioritária.

No plano do diagnóstico da infecção, é salientada a importância de se conceber um novo modelo organizacional dos centros de aconselhamento e detecção precoce que envolva as administrações regionais de Saúde, numa rede nacional de centros de detecção da infecção.

As metas deste programa são idênticas às que constavam no programa que vigorou entre 2007 e 2010 e que quantificou como objectivo a diminuição em pelo menos 25% do número de novos casos e de mortes por sida. As mortes devido a esta epidemia diminuíram em Portugal apenas em 8% entre 2006 e 2009, mas o número de novos casos de sida decresceu 35%.

Margarida Gomes/Público – 09.12.2011

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