Moçambique: Presidente Guebuza diz-se bastante preocupado com a alta prevalência de HIV na juventude


Estimativas oficiais indicam que até 2010, cerca de 95 mil pessoas de 15 a 19 anos viviam com HIV e Sida em Moçambique, tendo a maioria sido infectada por via sexual. O Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, disse nesta quinta-feira, 1º de Dezembro (Dia Mundial de Luta contra a Sida), que está muito preocupado com esta situação, porque entende que é o futuro do País que fica comprometido perante a esta situação.

Na sua mensagem alusiva à data, Guebuza fez questão de frisar que todos os jovens precisam assumir um comportamento responsável diariamente. “Eles não podem viver apenas o presente. Devem pensar o futuro, porque eles é que são o futuro da nação.”

A preocupação particular do Chefe do Estado em relação à seroprevalência na juventude começou em 2006 quando decidiu lançar a chamada “Iniciativa do Presidente da República para o Combate ao Sida”. Nesta oportunidade, ele se  propôs a usar a sua imagem para disseminar mensagens, sobretudo aos jovens, para inspirar a prática de comportamentos positivos para a prevenção.

Volvidos cinco anos, Guebuza continua com o mesmo grau de preocupação: “apesar de toda a advocacia para a prevenção levada a cabo em diferentes segmentos da nossa sociedade e, particularmente, de jovem para jovem, a epidemia tem teimado em eleger este grupo etário como o seu alvo privilegiado”, sublinhou o Estadista.

É este cometimento particular que levou à adopção, este ano, da campanha nacional de prevenção ao HIV, cujo objectivo é captar cada vez mais energias dos jovens para revolucionar o combate ao vírus. “Zero Infecções, Zero Discriminação e Zero Mortes por HIV e Sida”.

Para tal propósito, foram convocados milhares de jovens, das 11 províncias nacionais, para ouvirem mais uma vez o apelo para a mudança de comportamento na cerimónia central havida hoje em Maputo.

SUCESSOS

O Presidente também elogiou a resposta nacional contra a epidemia. Ele começou por destacar que de 500 novas infecções por dia, em 2005, passamos para cerca de 350, em 2010, facto que para si significa que a sociedade está a despertar para a seriedade do flagelo.

Por outro lado, Armando Guebuza elogiou o facto de actualmente cerca de 70 mil mulheres estarem em Tratamento Antiretroviral (TARV) para evitar a transmissão vertical do HIV aos seus bebés.

FUTURO INCERTO

A coordenadora residente dos programas das Nações Unidas em Moçambique, Jennifer Topping, também esteve presente na cerimónia oficial de hoje, tendo manifestado a sua satisfação pelo esforço de Moçambique em reverter o cenário e assegurou que “gostava de reiterar o apoio dos parceiros a Moçambique para o alcance das metas de desenvolvimento do milénio e do acesso universal ao tratamento antirretroviral e aos meios de prevenção do HIV”.

Ricardo Machava/Agência Sida – 01.12.2011

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