Linha Sida encerra ao fim de 18 anos


A Linha Sida, um serviço gratuito de aconselhamento sobre questões relacionadas com a doença, vai acabar devido ao reduzido número de chamadas e por existirem alternativas ao serviço, revelou à agência Lusa o coordenador nacional para a infecção VIH/sida, avança a agência Lusa.

 

Financiada pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, a Linha Sida era assegurada desde 1993 pela Fundação Nossa Senhora do Bom Sucesso, onde uma equipa de profissionais de saúde fazia um atendimento personalizado, anónimo, confidencial e gratuito e encaminhava todos aqueles que procuravam resposta a necessidades específicas.

 

O principal motivo de procura da linha era a obtenção de informação sobre o teste ao VIH e os locais onde podiam ser realizados.

 

Em declarações à agência Lusa, o coordenador nacional para a infecção VIH/SIDA afirmou que “não há razão para que a Linha Sida continue”.

 

“O serviço foi perdendo peso, foi perdendo importância, o número de chamadas é muito pequeno e há alternativas absolutamente razoáveis para responder à necessidade que as pessoas têm”, justificou Henrique Barros.

 

O coordenador adiantou que “há alternativas não só de linhas que são da responsabilidade de organizações não-governamentais, como há linhas que dependem das organizações governamentais da saúde que podem dar essa resposta”.

 

“Não há razão nenhuma para que exista e para que se invista numa linha particular que teve o seu papel e o seu tempo, mas que a realidade e evolução mostrou que não é fundamental”, sustentou.

 

Henrique Barros adiantou que o serviço pode ser preenchido com as alternativas que existem e os recursos podem ser melhor utilizados noutros processos de intervenção na luta contra a sida.

 

Quando assinalou os 15 anos de existência, em 2008, a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida afirmava que, embora não sendo um serviço de emergência, as pessoas procuram cada vez mais na Linha Sida apoio psicológico, pelo que se justificava que a tendência futura seria a de alargamento de horários de funcionamento para alturas em que o isolamento social é mais significativo, como períodos nocturnos e domingos.

Agência Lusa – 02.12.2011

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