Brasil: Para pesquisador, envelhecimento precoce de soropositivos está entre os principais desafios da ciência na área do tratamento da aids


O professor e infectologista Ricardo Sobhie Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), participou na tarde dessa quinta-feira, do 8º Simpósio Internacional de Aids Pediátrico, que acontece em São Paulo com uma programação conjunta ao 10º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrico. Ele comparou os primeiros desafios da ciência no tratamento da aids com os atuais.

Se nos primeiros anos de epidemia de aids, o desafio da ciência era manter os portadores do HIV vivos, hoje, 30 anos depois da descoberta desta doença, o desafio é ajudá-los a envelhecer com uma boa qualidade de vida.

Foi para falar sobre este processo no tratamento da aids que o infectologista e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ricardo Sobhie Diaz esteve na tarde desta quarta-feira no 8º Simpósio Internacional de Aids Pediátrico, que acontece em São Paulo com uma programação conjunta ao 10º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrico.

Especialista em resistência do HIV no corpo humano, Ricardo explicou que o vírus e o tratamento antirretroviral a longo prazo aceleram o processo de envelhecimento. “Há uma série de problemas típicos do processo natural de envelhecimento ao nível celular, como infarto, derrame, osteoporose, demência e câncer”, comentou. “Além de serem mais comuns numa parcela significativa desta população, estes problemas tendem a aparecer mais cedo”, acrescentou.

Segundo ele, vários estudos mostram que a terapia antirretroviral previne as complicações associadas à aids e prolonga a vida, mas não restabelece completamente a saúde.

Os encontros sobre aids pediátrico são organizados pela Associação de Auxílio à Criança e Adolescente Portador de HIV (AACPHIV), presidida pela infectologista Marinella Della Negra, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e uma das principais autoridades no tratamento da aids em criança no País.

Apoiam esta iniciativa o Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, o governo Federal, a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Infectologia e o laboratório GlaxoSmithKline.

Talita Martins/Agência Aids – 17.11.2011

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