Angola: Elevada migração e urbanização constitui factor da disseminação do VIH/Sida


 Luanda – A directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, Dulcelina Serrano, apontou hoje,   em Luanda, a elevada migração e urbanização com níveis de pobreza como um dos factores determinantes da disseminação do VIH/Sida no país.

 
Dulcelina Serrano, que dissertava no 1º congresso sobre Ciências de Saúde, disse que tal propagação deve-se ainda à pirâmide da população jovem com início precoce das relações sexuais, práticas de relações transaccionais e intergerações, bem como as taxas de analfabetismo que dificultam o impacto significativo das intervenções educativas e de informação.
 
A sub-valorização e existência de preconceitos sobre o risco das doenças de transmissão sexual, VIH/SIDA, barreiras culturais e religiosas, assim como existência de práticas e comportamentos de risco na população, entre outros, são ainda algumas das razões para o aumento de casos.
 
Segundo a directora, apesar da pandemia causada pelo VIH ser global, a sua propagação geográfica foi irregular. Aplica-se especificamente a Angola que faz fronteira com dois países (Namíbia e Zâmbia) situados na região sul de África, onde as estimativas de taxa de prevalência de 9 dos seus estados membros excedem 10 porcento.
 
Adiantou que não obstante essa localização onde há maior prevalência da epidemia o país tem vindo a experimentar uma epidemia por VIH relativamente limitada.
 
“Poder-se-á considerar que sub-epidemias distintas estão a conduzir o VIH a nível nacional devendo essas ser melhor definidas para se desenvolverem intervenções de prevenção dirigidas, enquanto a prevalência se mantêm comparativamente baixa”, frisou.
 
De acordo a responsável, a prevalência nas faixas etárias de maiores de 24 está a aumentar e está relacionada à expansão do tratamento no país.
 
Fez saber que desde 1985 a 20011 foram registados 131.694 casos de VIH/Sida, onde 72 porcento de todas novas infecções e mortes ocorrem na África Subsariana.
 
Avançou que 212.558 pessoas vivem com o VIH e iniciaram o tratamento com anti retrovirais desde 2001.
Angop – 04.11.2011

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