Brasil: Ativistas reclamam do atendimento a soropositivos em Fortaleza


Os integrantes do Fórum de ONG/Aids do Ceará divulgaram uma carta com diversas queixas sobre o tratamento a pessoas com HIV e aids em Fortaleza. Falta de profissionais, de remédios e unidades de saúde sem condições de acolher novos casos são algumas delas. A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Renata Mota, confirmou que as dificuldades citadas pelos militantes existem e que a coordenação está trabalhando para atender as demandas. “Até 2006 não havia nenhum serviço municipal para soropositivos, hoje temos cinco ambulatórios. Não estamos parados”, declarou.

Na carta (leia aqui na íntegra), os militantes afirmam que o Centro de Especialidades Médicas José de Alencar (Cemja) está sem especialista em DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e com poucos profissionais de outras áreas. O local atende 1.049 pessoas, segundo o documento.

No Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Carlos Ribeiro, a reclamação também é sobre falta de profissionais.

O SAE (Serviço de Atendimento Especializado) do Conjunto Residencial Prefeito José Walter atende 68 pessoas, mas só abre aos sábados. Além disso, há queixas sobre falta de remédios para atenção básica, para doenças oportunistas e de leitos para pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA).

No SAE de Messejana, que atende 200 pessoas, os militantes alegam que não há cesta básica, vale transporte, leitos para PVHA, além de faltar condições de atendimento a pessoas coinfectadas com HIV e tuberculose.

No SAE do Conjunto Ceará também não há atendimento para pessoas coinfectados, nem leitos para PVHA. O local atende 80 usuários.

“Anteriormente enviamos essas demandas à coordenadora do Programa de Aids de Fortaleza, mas não tivemos respostas convincentes”, disse o integrante da diretoria do Fórum de ONGs/Aids do Estado, Vando Oliveira.

Avanços

A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aid, Renata Mota, declarou que os problemas relatados pelos ativistas existem. Porém, Renata preferiu ressaltar os avanços locais. “Até 2006 não havia nenhum serviço municipal para soropositivos. Atualmente existem 5 ambulatórios”, afirmou.

Segundo ela, todos os casos de aids eram atendidos em um hospital estadual. “O município não realizava teste de HIV. Hoje fazemos 3 mil por mês.”

Além disso, afirmou Renata, como não existe nenhuma lei local que isente as pessoas com aids de pagarem transporte público, a coordenação arca com as despesas de locomoção para o tratamento.

Ainda de acordo com ela, até 2012 serão criados mais dois ambulatórios, o que deve desafogar o atendimento nos SAEs.

Atualmente mais de 6 mil pessoas vivem com aids em Fortaleza.

Fábio Serrato/Agência Aids – 31.10.2011

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