OMS quer compromisso dos países para reduzir desigualdades na saúde


O documento final da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, que terminou sexta-feira no Brasil, quer que governos, organismos internacionais e entidades da sociedade civil se comprometam a cumprir cinco metas para a redução das desigualdades na saúde, avança a agência Lusa.

 

“Estamos criando uma grande plataforma de diálogo e de experiências bem sucedidas. A conferência dá continuidade às discussões que começaram em 2005 e não acabam agora”, disse à Lusa Paulo Buss, coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

A ideia é que se projecte para antes de 2015 uma avaliação do que foi cumprido.

 

A Declaração do Rio, documento apresentado esta sexta-feira no final da maior conferência promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), fora de sua sede, em Genebra, na Suíça, contém uma série de exigências para que os governos criem os seus planos integrados de acções no sector público.

 

“A crise económica global tem origem no descalabro do capital financeiro dos países centrais que estão aprofundando as desigualdades entre países e no interior dos países,”, ressaltou Buss.

Desde 19 de Outubro, autoridades políticas, investigadores, cientistas e representantes de movimentos sociais de 120 países, entre eles, mais de 50 ministros da Saúde, reuniram-se para partilhar experiências e defender uma agenda global sobre o tema.

 

Entre os principais resultados do evento, está a recomendação para que as Nações Unidas convoquem, na sua próxima Assembleia-Geral, um encontro para debater os determinantes sociais da saúde.

 

“Esta é uma proposta interessante para fazer uma reunião de Alto Nível na ONU sobre determinantes sociais, assim como a ideia de um tratado internacional sobre determinantes sociais, tal como foi feito com o tabaco”, defendeu o ex-ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, que hoje dirige o Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (ISAGS) da União das Nações Sul-americanas (UNASUL).

 

Num apelo global à acção, o documento político reclama a adopção de uma boa governação para a saúde e a transparência no processo de tomada de decisões.

 

“A declaração afirma que os ministros da Saúde de todo o Mundo estão bastante preocupados com a crise europeia e defendem a ampliação dos investimentos sociais na saúde”, destacou o ministro brasileiro do sector, Alexandre Padilha, ao referir o grande esforço de construir um consenso, reunindo 120 países que participaram no evento.

 

“Reafirmamos que a saúde se faz com políticas sociais e económicas que reduzem a desigualdade”, afirmou.

Lusa – 24.10.2011

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