Teste a potencial vacina da malária revela eficácia de 50%


Uma vacina contra a malária que está a ser desenvolvida há 25 anos diminui em 47,3% a percentagem de crianças entre os cinco e os 17 meses que contraem malária grave. A vacina, produzida pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline chama-se RTS,S, os resultados foram anunciados nesta terça-feira e publicados na revista The New England Journal of Medicine.

O parasita da malária é transmitida pelo mosquito Anopheles

O parasita da malária é transmitida pelo mosquito Anopheles (DR)

A RTS,S está na fase III dos ensaios clínicos que estão a acontecer em sete países africanos (Burkina Faso, Gabão, Gana, Quénia, Malawi, Moçambique e Tanzânia) e que vão continuar até 2014, envolvendo 15.000 crianças. Os testes estão divididos em duas faixas etárias: recém-nascidos com seis a 12 semanas e bebés com cinco a 17 meses. O artigo agora publicado reflecte só informação de um ano de testes em 6000 crianças do segundo grupo.

“Estes resultados aproximam-nos da obtenção da primeira vacina da malária, que tem o potencial de melhorar o horizonte de vida das crianças nas regiões endémicas da malária, em África”, disse em comunicado Andrew Witty, director executivo da farmacêutica. A investigação da vacina está a ser também financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Maria Mota é mais cautelosa. A especialista em malária que trabalha no Instituto de Medicina Molecular em Lisboa e não está relacionada com o estudo defende que esta é só uma primeira análise. “É a primeira vez que os testes para uma vacina da malária chegam tão longe, mas não vai ser isto que vai erradicar esta doença”, disse a investigadora ao PÚBLICO. Uma eficácia abaixo dos 50%, defende, vai colocar muitos cientistas nos países afectados pelo parasita a questionar se valerá a pena pagar o preço desta vacina.

A Organização Mundial de Saúde anunciou na segunda-feira que na última década houve uma diminuição de mortes por malária. Mesmo assim, em 2009 morreram 781 mil pessoas e houve 225 milhões de casos da doença no mundo.

Nicolau Ferreira/Público – 18.10.2011

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