Pesquisa inglesa indica que aids pode ser considerada doença crônica se tratamento for seguido à risca


Entre 1996 e 2008, a expectativa de vida entre os pacientes ingleses com HIV aumentou em 15 anos, segundo estudo publicado nesta quarta-feira no British Medical Journal. A informação divulgada no Brasil pelo site da revista Veja explica que esse aumento deve-se principalmente aos novos medicamentos antirretrovirais, principalmente se administrados no começo da doença. Segundo a pesquisa, a aids pode ser considerada uma doença crônica se o tratamento for seguido à risca, embora a expectativa de vida entre os doentes seja menor que entre a população em geral.

Uma equipe de pesquisadores, coordenados pela Dra. Margaret May, da Universidade de Bristol, comparou dados da população britânica em geral com dados coletados de 17.661 pacientes com aids com mais de 20 anos de idade, entre 1996 e 2008.

A análise mostrou que a expectativa de vida média para quem tinha 20 anos de idade saltou de 50 para 66 anos de idade. Entre as mulheres com HIV, o acréscimo foi maior: elas chegam até os 70 anos idade, contra 60 dos homens. A expectativa de vida entre a população britânica é de 78 anos para homens e 82 para mulheres.

O estudo também mostrou que o grande impacto na expectativa de vida causado pelo início do tratamento no tempo certo. Feito de forma errada, pode resultar em uma perda de 15 anos na expectativa de vida.

O vírus HIV ataca as células de defesa do organismo. Para saber quando é necessário administrar os antirretrovirais, é preciso monitorar a quantidade de células imunológicas chamadas CD4 no organismo. Em alguns casos, porém, o número de células CD4 já está em um nível muito baixo, tornando impossível reverter a queda. Neste caso, o paciente morre em pouco tempo, graças a alguma infecção oportunista.

Segundo a pesquisa, quando o número de células CD4 por milímetro cúbico de sangue é de até 100, a expectativa de vida média é de 58 anos; se o número for entre 100 e 199, passa para 61 anos; e entre 200 e 350 vai para 73 anos. Em uma pessoa HIV-negativa, o número de células CD4 fica entre 600 e 1.200 por milímetro cúbico.

“É preciso identificar as pessoas com HIV logo no início da doença para evitar o impacto altamente negativo de se administrar a terapia antirretroviral quando a contagem de CD4 está abaixo de 200 células por milímetro cúbico”, afirma o estudo.

O estudo deixa claro também que apesar dos ganhos serem encorajadores, nem todos os pacientes apresentam o mesmo grau de melhora com os tratamentos.

“É preciso alertar que os ganhos na expectativa de vida só foram alcançados graças com a identificação da doença em seu início, monitoramento regular e tratamento ininterrupto”, afirmaram os autores do estudo.

Veja.com – 12.10.2011

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