Brasil:Taxas de transmissão vertical do HIV apresentam grande variação conforme as regiões do País


Com uma prevalência nacional do HIV de 0,4% entre as gestantes (na população em geral é de 0.6%), estima-se que quase de 12.500 recém-nascidos sejam expostos ao vírus anualmente.

A chance da transmissão vertical, quando não são realizadas todas as intervenções de profilaxia, atinge cerca de 25%, podendo ser reduzida a menos de 1% com medidas preventivas durante o pré-natal, parto e amamentação.

No Brasil, cujo tamanho territorial pode ser comparado a um continente e onde o sistema público de saúde tem serviços equivalentes aos dos países mais desenvolvidos e também menos desenvolvidos do mundo, o êxito na prevenção da transmissão vertical tem uma enorme variação.

Um estudo multicêntrico, conduzido pelo governo e pela Sociedade Brasileira de Pediatria em 2004, mostrou uma taxa de transmissão vertical nacional de 6,8%, variando entre 13,4% na região Norte e 4,3% na região Centro-Oeste.

Hoje, segundo explica o gerente da Área de Cuidado e Melhoria de Vida do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo de Freitas, a transmissão vertical é estimada conforme os registros de casos de aids em crianças com até cinco anos nas unidades de saúde.

Em 2010, a taxa de casos de aids nessa faixa etária para cada grupo de 100 mil habitantes, foi de 5.8 no Sul; 4 no Norte; 2.8 no Sudeste; 2.3 no Nordeste; e 0.9 no Centro-Oeste.

“Apesar de uma redução nacional da transmissão vertical do HIV de 42% nos últimos 10 anos, observamos um aumento no Norte e Nordeste”, comenta Marcelo.

Segundo ele, o sistema público de saúde tem os insumos para se fazer esse tipo de prevenção, mas cabe aos Estados e municípios conseguirem se adequar para atender todas as gestantes soropositivas. “A prevenção da transmissão vertical está diretamente ligada à capacidade do serviço básico de saúde, e sabemos que no Norte, principalmente, a questão da logística e do acesso aos meios de prevenção são bem mais difíceis”, disse.

Marcelo informa que a meta da prevenção da transmissão vertical do HIV do governo são as mesmas estipuladas pelo Programa Conjunto das Nações para o HIV e Aids (Unaids) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas): eliminar esse tipo de infecção até 2015.

“Mas eliminar não significa necessariamente nenhum caso. Significa menos de 1% de cada mil bebês nascidos vivos”, finaliza.

Agência Aids – 11.10.2011

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