Angola: Militares têm taxa mais elevada comparada à da população civil


A taxa de infecção do VIH/Sida entre os militares é geralmente duas a cinco vezes mais elevada do que a da população civil, mesmo em tempo de paz, disse, ontem, o ministro da Defesa Nacional.
Cândido Van-Dúnen, que discursava na abertura do segundo seminário do Subcomité Técnico Militar da Comunidade dos Países de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para o VIH e Sida, afirmou que os militares são vulneráveis por permanecem longos períodos longe da família e terem, “com frequência, necessidade de recreação para reduzir o stress e a solidão”.
Outra razão, referiu, é o uso excessivo de álcool e de outras drogas. 
O VIH, afirmou, constitui uma ameaça séria para os militares e pode comprometer a prontidão combativa, quando são infectados ou morrem devido a doença, resultando na perda de operatividade e no aumento dos custos inerentes ao seu internamento e tratamento.
A ameaça, no seu ponto de vista, chega a ser superior aos riscos decorrentes do exercício da própria profissão militar, pois as forças armadas de cada nação recrutam pessoas em idade de maior risco de infecção, entre os 15 aos 24 anos, em que ocorre mais da metade de todas as infecções do VIH à escala mundial. O seminário do Subcomité Técnico Militar da SADC para o VIH e Sida, salientou, representa mais uma oportunidade para serem identificados os caminhos que vão conduzir a uma avaliação mais crítica da doença e uma oportunidade para a busca de soluções para a sua erradicação gradual. 
Cândido Van-Dúnen referiu que as Forças Armadas Angolanas, ao organizarem o evento, materializam uma das resoluções do primeiro seminário, realizado em Victoria Falls, na República do Zimbabwe, de 2 a 4 de Agosto de 2010. O seminário decorre, até amanhã, no Centro de Convenções de Talatona.

Apoio norte-americano

O Governo norte-americano, através do programa de Parceria Militar sobre Sida do Comando dos Estados Unidos para África (AFRICOM) e do Programa de Prevenção do Sida do Departamento de Defesa, quer apoiar Angola e a SADC na continuidade da luta contra a pandemia do VIH/Sida.
O anúncio foi feito, ontem, pelo embaixador norte-americano em Angola, Christopher McMullen, ao falar na sessão de abertura do II seminário do Subcomité Técnico Militar da SADC para o VIH e Sida.
O diplomata disse que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos está empenhado em continuar a prestar assistência militar, através do financiamento do Plano Presidencial de Emergência para o Combate ao Sida em 34 países africanos.
Christopher McMullen declarou que a assistência militar tem apoiado a prevenção e o tratamento de mais de dois milhões de militares, as famílias e as comunidades.
Mas, ainda há muito a fazer, frisou, sugerindo uma parceria entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e as Forças Armadas da SADC para providenciar uma assistência adicional. 
A parceria com SADC, referiu, pode garantir uma participação mais ampla na área da educação, formação, testagem e acesso ao tratamento.
“Se estes esforços forem bem concertados, começaremos a reduzir a incidência e prevalência do Sida nas Forças Armadas”, afirmou o embaixador dos EUA.

Josina de Carvalho/Jornal de Angola – 28.09.2011

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