Angola: Católicos defendem testes


Os participantes no primeiro congresso nacional das famílias da Igreja Católica, realizado de 21 a 25 do corrente mês, na província do Huambo, defenderam a necessidade dos noivos fazerem testes de VIH/SIDA antes da celebração do acto matrimonial.
Segundo o comunicado final do congresso, este aspecto deve fazer parte da temática dos cursos de preparação para o matrimónio, atendendo ao facto da SIDA ser uma doença crónica.
O congresso, promovido pela CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) no âmbito das recomendações do último Sínodo Especial dos Bispos de África, defendeu que a situação das famílias angolanas é, de uma forma geral, bastante difícil e dramática, devido à sua pobreza material, cultural e espiritual.
“A família é, em si mesma, um grande valor e, ao mesmo tempo, a primeira escola das virtudes sociais e valores morais, que são a alma da vida e do desenvolvimento da sociedade humana”, lê-se nas conclusões finais.
Os 182 congressistas, de diferentes dioceses de Angola, concluíram que é obrigação dos poderes públicos “reconhecer, proteger e fomentar a verdadeira natureza do casamento e da família e defender a moralidade pública e favorecer a prosperidade doméstica”.
Sob o lema “A família e o matrimónio”, os católicos disseram estar contra o artigo 144 do ante-projecto do Código Penal, referente à legalização e despenalização do aborto, “pelos efeitos nocivos e mortíferos que causaria à família e à sociedade angolana”.
Afirmaram que “nenhum programa de ‘igualdade de direitos’ do homem e da mulher é válido se não tiver em conta a realidade mais profunda do ser mãe na mulher em relação ao ser pai no homem”.
Segundo o comunicado, a minimização dos problemas da família passa por um trabalho multidisciplinar de todas as instituições sociais e eclesiásticas, para o combate à pobreza, analfabetismo e obscurantismo.
O congresso da família da Igreja Católica recomendou que se evangelize o costume dos alembamentos, dos óbitos e de outros actos culturais que “ensombram a dignidade do matrimónio”.
Os católicos sublinham a necessidade do reconhecimento jurídico-institucional do matrimónio canónico, como contributo para uma maior estabilidade e dignificação das famílias angolanas. Apelaram, ainda, à promoção e garantia, através de legislação, de um subsídio digno para as famílias desfavorecidas, incluindo as mais numerosas.

Rodrigues Cambala/Jornal de Angola – 28.09.2011

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