África: Região austral carece de mais recursos humanos para combater VIH/Sida


 Luanda – A especialista em doenças sexualmente transmissíveis Marília Cabral Afonso afirmou hoje, em Luanda, que a região austral de África necessita de mais quadros qualificados em tratamento de VIH/Sida, para responder às exigências das várias fases da doença.

 

 

Em declarações à Angop, à margem do 2º Workshop do Sub-Comité Técnico Militar da SADC para o VIH”, disse ser necessário qualificar os técnicos em comunicação, educação e informação, por forma a que a mensagem seja entendida por toda sociedade.

 

 

Para si, precisa-se também de quadros de enfermagem, laboratório, médicos diferenciados na área do Sida e de especialistas na área de Doenças Sexualmente Transmissíveis.

 

 

Sobre os recursos técnicos, apontou investimentos na compra de equipamentos para os vários hospitais, sejam de referência, sejam pequenos, além de laboratórios prontos a realizar testes especiais, como da carga viral, de CD4 e de VIH.

 

 

Os centros hospitalares, disse, devem ter salas para os psicólogos conversarem com os pacientes e os seus familiares, nas quais podem aconselhar também as equipas de saúde a acompanharem os doentes.

 

 

Acrescentou que “deve existir uma sala onde estejam equipamentos de áudio e vídeo, para passar filmes que mostram técnicas avançadas e situações da doença”.

 

 

Do seu ponto de vista, os profissionais da saúde que tratam doentes com HIV/Sida deveriam ter consultas periódicas com psicólogos, por muitas vezes serem confrontados com casos comoventes, que não deixam indiferente a sociedade.

 

 

Ao falar sobre os projectos, Marília Cabral Afonso sublinhou que o país deve passar à fase de implementação dos programas, invés de continuar eternamente com projectos experimentais.

 

 
“Depois de verificar-se falhas e avanços do projecto numa determinado município ou localidade, o programa devia ser estendido a mais alguns municípios, em função dos recursos disponíveis. Mas é que não se passa dos projectos-piloto e os programas em execução não se estendem”, concluiu.
Angop – 28.09.2011

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