África: Países da região registam progressos no tratamento anti-retroviral


 Luanda – Todos os países da região africana registaram progressos importantes em matéria de tratamento anti-retroviral e de cuidados com os doentes com Sida, afirmou esta terça-feira, em Luanda, o director regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), Luís Gomes Sambo.

 
Luís Sambo, que palestrou sobre a situação do Vih/Sida na região, no II Workshop do Sub-Comité Técnico militar da SADC para Vih/Sida, referiu que tal situação deveu-se ao forte empenho político e ao apoio técnico contínuo e investimentos financeiros provenientes tanto de fontes nacionais como internacionais.
 
Até finais de 2009, mais de três milhões e 912 mil pessoas com o Vih recebiam tratamento anti-retroviral, o que corresponde a uma cobertura de pelo menos 37 porcento, comparativamente aos 800 mil, de 2005.
 
“Se tal representa, sem duvida alguma, um avanço importante, o facto é que mais de dois terços ainda não tem acesso ao tratamento”, disse.
 
Outro aspecto de progresso apontado pelo director regional da OMS, foi a disponibilidade do tratamento anti-retroviral estar cada vez mais  descentralizado, o que esta a permitir um acesso cada vez mais próximo daqueles que precisam.
 
Foi assim que, dos dois mil centros de tratamento existentes em 2005, em 2009 estas unidades passaram para   mais de oito mil 278.
 
Um inquérito realizado em 2010 pela OMS   revelou que 97 porcento das crianças e igual percentagem de adultos, que recebiam o tratamento anti-retroviral na região subsariana, iniciaram com o tratamento de primeira linha, uma opção considera de positiva.
 
Apesar desses progressos, lamentou o facto, de se registar, por razoes diversas, alguns problemas de gestão ligados com a ruptura de stock de medicamentos em alguns países, com a consequente interrupção do tratamento por parte dos doentes.
 
Esta situação está a causar alguns casos de aparecimento de resistência aos medicamentos de primeira linha ou a morte dos doentes. Tal situação, seguiu Luís Sambo, deve ser evitada a todo o custo, já que se trata de vidas humanas que são colocadas em perigo.
 
Em função não da experiência acumulada, a OMS   reviu e actualizou em 2010 os critérios de tratamento para adultos, mulheres grávidas, adolescentes e crianças, para que o tratamento possa ser iniciado o mais cedo possível, recorrendo aos medicamentos menos tóxicos.
Angop – 27.09.2011

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