Brasileiros confundem informações sobre as hepatites virais, indica estudo


Dos 1.137 entrevistados, 84% disseram que é grande o grau de desconhecimento da população acerca da hepatite C, e alguns exemplos desse desconhecimento foram verificados entre os próprios participantes da pesquisa, já que 24% falaram da existência de uma vacina contra a hepatite C e 7% afirmaram terem sido vacinados, mas até o momento só existe imunização contra as hepatites A e B.

Entre as formas de contágio da hepatite C, 21% citaram a relação sexual, meio de transmissão que é considerado muito comum para a hepatite B, mas raro para a hepatite C; e respectivamente 3% e 2% falaram da possibilidade de infecção por meio de água e alimentos contaminados, o que é impossível para o vírus C, mas muito frequente para a hepatite A.

O estudo mostrou também que 21% das pessoas entrevistadas afirmaram que não existe cura para a hepatite C, o que não é verdade. Ao contrário da aids, as hepatites A, B e C são curáveis, apesar dessa última ser mais difícil.

“De uma maneira geral, observamos que a população tem informação sobre as hepatites, mas o grau de conhecimento delas é muito difuso”, comentou a gerente de pesquisas de mercado do Datafolha, Marlene Treuk.

Quando questionados sobre quais doenças consideram graves, 76% dos entrevistados citaram o câncer e 70% a aids, mas apenas 8% falaram das hepatites. Sobre a afirmação “a hepatite C é uma doença mais infecciosa que a aids”, só 29% concordaram.

Para o Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Raymundo Paraná, a pesquisa mostra que se comparado ao HIV, o grau de conhecimento da população brasileira sobre as hepatites é muito pequeno. “Minha filha chega em casa às vezes falando que aprendeu na escola sobre a aids e sobre a tuberculose, mas sobre as hepatites isso não acontece”, contou.

Dr. Paraná sugere que assim como foi planejado para enfrentar a aids, é preciso envolver e capacitar o máximo possível de profissionais de saúde para o diagnostico e tratamento das hepatites virais.

A pesquisa sobre o grau de conhecimento da população acerca da hepatite C teve apoio da Sociedade Brasileira de Infectologia e do laboratório MSD, e envolveu participantes de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Campinas, Porto Alegre e Distrito Federal.

Congressos em Salvador

O XXI Congresso Brasileiro de Hepatologia e a 1ª Semana Sul Americana de Fígado decorre entre os dias 27 de setembro e 1 de outubro no Pestana Bahia Hotel, em Salvador.

Foram inscritos cerca de 1500 médicos, pesquisadores, estudantes, entre outros interessados no assunto.

Dr. Raymundo Paraná, um dos organizadores do evento, destaca como temas principais a serem debatidos: câncer de fígado; novos métodos para analisar a necessidade de começar ou não o tratamento das hepatites; hepatoxidades provocadas por ervas e chás; transplantes de fígado; hepatites auto-imunes; e manejo da cirrose hepática e suas complicações.

*O jornalista Lucas Bonanno viajou a Salvador para cobrir a divulgação da pesquisa Datafolha sobre o grau de conhecimento da população acerca da hepatite C a convite do laboratório MSD

Lucas Bonanno*/Agência Aids – 27.09.2011

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