Brasil: Programa `Quero Fazer` inicia atividades em São Paulo e amplia acesso ao teste de HIV


Entre os primeiros da fila estava o assistente administrativo Francisco Andrade, de 32 anos. Morador da Zona Sul de São Paulo, Francisco decidiu fazer o teste porque recentemente se expôs ao vírus após o preservativo estourar. “Minha parceira é soropositiva e sempre que tenho oportunidade faço o exame para saber se está tudo ok”, comentou.

A secretária Cecilia (nome fictício) de 30 anos também estava entre as primeiras. Pensando na comodidade e na oportunidade de fazer o teste em que o resultado sai em meia hora, ela foi até o local especialmente para saber sua sorologia. “Já fiz sexo sem camisinha, e por isso quis fazer o exame. Nunca se sabe se nosso parceiro pode ter alguma doença”, disse. “Se eu fui infectada, prefiro me tratar logo”, completou.

O analista de sistema Jorge (nome fictício) elogiou o trabalho e lembrou a importância de exames como este ser oferecido aos finais de semana. “Sempre quis fazer, mas nunca tive oportunidade por conta do horário de trabalho”, afirmou.

Quem passar pelo Largo do Arouche aos domingos, das 16h às 20h, terá acesso ao teste rápido de HIV, a informações sobre a doença, a preservativos e géis lubrificantes.

“As pessoas querem fazer o exame, mas nem sempre têm oportunidade”, comentou o ativista e um dos responsáveis pela execução do programa em São Paulo, José Araujo Lima. Segundo ele, o desafio é atender a todos os interessados com qualidade. “As pessoas já sabem que existe o teste, mas não sabe onde fazer”, disse.

O programa

O “Quero Fazer” está em atividade desde 2009 no Recife com a parceria dos Programas Estaduais e Municipais de DST/Aids, da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (AMOTRANS) e do Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo.

Em 2010, o programa iniciou no Distrito Federal, em parceria com a Universidade de Brasília, Grupo Estruturação, Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Distrito Federal e Entorno, ELOS LGBT e Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+).

Na cidade do Rio de Janeiro, o serviço também iniciou em 2010, mas fica na sede do Grupo Arco-Íris, e conta com o apoio do Grupo Pela VIDDA (Valorização, Integeração e Dignidade do Doente de Aids), além dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e outros serviços públicos de saúde, como o Hospital dos Servidores do Estado (RJ) e o Hospital Universitário.

Em São Paulo, o programa está sendo executado pela Associação Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH).

O programa promove a testagem voluntária, sigilosa e garante a confidencialidade de todas as informações no processo. Essa estratégia visa garantir o serviço sem nenhuma situação constrangedora de estigma e discriminação.

Apoiam a iniciativa em São Paulo, a USAID, o Departamento de Aids do Ministério da Saúde e os Programas Estadual e Municipal de DST/Aids de São Paulo.

Talita Martins/Agência Aids – 26.09.2011

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