Testes garantem segurança de dádivas de sangue nacionais


Vírus da sida, hepatites ou maleitas habituais em paragens mais quentes podem ser detectadas graças a testes inovadores disponíveis em Portugal.

O nome é estranho. Ou pelo menos pouco perceptível para a esmagadora maioria. Mas os testes de ácido nucleico, disponíveis já em Portugal, podem fazer a diferença nas dádivas de sangue, uma vez que ajudam a detectar a presença de vírus ou bactérias, permitindo identificar várias doenças, entre as quais o VIH, as hepatites e ainda o vírus do Nilo Ocidental.

Quando se fala na possível chegada ao território nacional, consequência das alterações climáticas, dos mosquitos responsáveis pela transmissão do dengue e malária, esta tecnologia «revolucionou a capacidade dos centros fazerem testes eficientes e interceptarem potenciais patógenos infecciosos, ao mesmo tempo que continuam a garantir a disponibilidade imediata de sangue», explica ao Destak Peter Maag, da Novartis Diagnósticos.

E todos os cuidados devem ser poucos quando se trata de lidar com o sangue, uma vez que, segundo o especialista, «uma única doação de sangue integral infectado pode ser usada para transfusão em três pessoas: os produtos derivados do sangue de um único dador podem afectar centenas de pacientes».

Maior segurança

Introduzidos na Europa em 1995, só recentemente chegam à quase totalidade dos países do Velho Continente. É o caso de Portugal onde, segundo Peter Maag, cem por cento das quase 400 mil unidades anuais de sangue doado são analisadas desta forma.

As vantagem em relação aos testes tradicionais são grandes, já que, aqui, é possível «detectar infecções virais agudas durante o ‘período janela’ (o momento em que o doente é infectado)», algo que os métodos tradicionais não conseguem fazer. Mais ainda, estes exames «não confiam na resposta do sistema imunitário ao vírus, encurtando o tempo de infecção e a possibilidade de a detectar – enquanto os testes tradicionais levam dois meses a detectar uma infecção causada por anticorpos anti-hepatite C, os testes de ácido nucleico demoram cinco dias».

Carla Marina Mendes/Destak – 12.09.2011

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