Angola: Feira da Mulher Jovens acorrem mais ao stand sobre informações ligadas à saúde


 Luanda – Para além dos recintos de beleza que oferecem serviços a baixo preço, o stand ligado à saúde, planeamento familiar, neonatologia e educação sexual foi o que mais visitantes, sobretudo jovens do sexo feminino, recebeu, durante os primeiros dias da Feira da Mulher Angolana, que decorre até domingo na FIL (Feira Internacional de Luanda).

 
Nestes recintos reservados à Maternidade Lucrécia Paím, Instituto Nacional de Luta Contra a Sida e Centro materno infantil Augusto Ngangula, as questões apresentadas pelas várias jovens, com idade entre os 20 e 33 anos, relacionaram-se com os métodos contraceptivos e seu uso.
 
Em declarações à Angop, a propósito da educação sexual dos adolescentes e jovens, a chefe do departamento reprodutivo da direcção nacional de Saúde Publica, Inês Leopoldo, disse que actualmente o jovem angolano é mais “aberto” à abordagem do
género, comparativamente a outros períodos.
 
“A nível das famílias, hoje, a abertura é mais ampla, mas há ainda alguns conteúdos que são tabus para os pais e que adolescentes preferem abordar com as pessoas da sua faixa etária”, disse a médica.
 
Aconselhou por este facto os pais a interagirem com os filhos verbalmente ou por meio de obras literária sobre sexualidade.
 
Por sua vez, a directora do gabinete de Promoção de Saúde do Ministério da Saúde, Filomena Wilson, disse que neste aspecto a família deve desempenhar um papel principal, pois é neste organismo da sociedade em que o individuo inicia o processo de
socialização humana.
 
“O papel da família é complementado na escola e depois pela sociedade em geral, onde o comportamento sexual e as gravidezes indesejadas, entre outros assuntos, são abordados. Todos nós devemos contribuir no sentido da educação sexual dos jovens para que eles estejam mais abalizados sobre a matéria”, salientou.
 
De quinze jovens questionados pela Angop a respeito da educação sexual, treze afirmaram que poucas são as vezes que conversam com os seus pais sobre o assunto.
 
Revelaram que, informações relacionadas com a sexualidade obtiveram por meio da Internet, do diálogo entre colegas e durante a vida sexual.
 
Dados do Instituto Nacional de Luta Contra Sida apontam que a percentagem de testes positivos no país (2008-2010) é de 61 porcento no sexo feminino no 39 masculino.
 
Por cada homem com VIH/Sida, duas mulheres são contaminadas, realça.
 
A incidência do VIH em adultos por sexo mostra que a mulher é e será a mais infectada até 2015.
 
Angop – 18.09.2011

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