António Arnaut espera que Cavaco ‘continue atento’ na defesa do SNS


O fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Arnaut, disse ontem, em Coimbra, esperar que «o Presidente da República continue atento» e advirta o Governo, para que «não cometa qualquer atentado contra o SNS».

Quando o ministro Correia de Campos «tomou algumas medidas discutíveis», pondo em causa o SNS, «o Presidente da República sentiu-se no dever de vir a público – e muito bem – advertir o senhor ministro», recordou António Arnaut.

«Agora também espero que o senhor Presidente da República continue atento para advertir o Governo para que não cometa qualquer atentado contra o SNS», afirmou António Arnaut, que falava, ao final da tarde, em Coimbra, numa sessão evocativa do 32.º aniversário do SNS, promovida pelas ligas dos Amigos dos Hospitais da Universidade (LAHUC) e do Centro Hospitalar (LACHC) daquela cidade.

«Um atentado contra o SNS» representa «um atentado contra a democracia», sustentou Arnaut, alertando que «isso pode levar a convulsões sociais».

O actual titular da pasta da Saúde «é um grande gestor, mas falta saber se tem sensibilidade social», disse o fundador do SNS, fazendo votos para que o ministro Paulo Macedo «não aproveite as imposições da ‘troika’ e faça mais cortes» no sector.

«Os 500 milhões de euros, impostos pela ‘troika’, se forem cortados com um cuidado cirúrgico, podem não afectar a qualidade e a universalidade do SNS», mas ir além daquele montante «será destrui-lo».

Cortes orçamentais superiores, atingindo «os 800 mil ou mesmo os mil milhões de euros, como já chegou a ser dito, serão para destruir o SNS» e a favor dos «grandes grupos económicos, que esperam por isso como abutres».

Além de António Arnaut, participaram no colóquio evocativo do 32.º aniversário do SNS, Mário Rui, responsável da Administração Regional de Saúde do Centro, em representação do ministro Paulo Macedo, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, Jacinto Oliveira, o presidente da câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, os administradores dos HUC e do CHC, Fernando Regateiro e Rosa Reis Marques, respectivamente, e dirigentes e voluntários de ligas de amigos dos dois hospitais.

Lusa/SOL – 16.09.2011

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