Brasil: Ministério da Saúde quadriplica investimento em pesquisas farmacêuticas


O Governo investirá R$ 1,5 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de remédios entre 2012 e 2015, quatro vezes mais que o investimento dos últimos anos nessa área.

Os recursos serão destinados a pesquisas de novos remédios, tratamentos, vacinas e equipamentos, anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em um encontro com representantes de diferentes centros científicos.

Nos últimos quatro anos, o Ministério injetou R$ 400 milhões em pesquisa e desenvolvimento de remédios, valor equivalente a 53% do total investido na área, incluindo os recursos dos laboratórios privados.

Padilha disse que o financiamento será destinado também à pesquisa de remédios contra dengue, malária, câncer, AIDS e doenças crônicas não-transmissíveis, que estão entre as que mais ameaçam a saúde dos brasileiros.

Os recursos se concentrarão nos 151 projetos mais viáveis. O aumento de verba para o desenvolvimento dessas pesquisas tem por objetivo reduzir as despesas do país com a importação.

“Investiremos em pesquisa e inovação tecnológica para que possamos produzir os remédios com os quais enfrentaremos nossos problemas”, afirmou o ministro.

Padilha citou um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo o qual, no mundo todo, 80% das pesquisas de novos princípios ativos são realizadas por laboratórios multinacionais privados.

O ministro aproveitou sua reunião com os cientistas brasileiros para lançar a Plataforma Brasil e o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebec), que unificarão os dados das pesquisas que incluem testes com humanos.

As duas iniciativas permitirão reduzir o tempo que um pesquisador precisa esperar pela autorização para realizar testes com pacientes voluntários.

Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, esse tempo é atualmente três vezes maior no Brasil que na maioria dos países que realizam esse tipo de pesquisa.

Enquanto no Brasil o prazo para obter a autorização é de 10 a 14 meses, nos Estados Unidos, França e Canadá é de no máximo quatro meses e na Argentina, seis.

Terra – 09.09.2011

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